Carreira e Mercado

ESTEREÓTIPOS E PERCEPÇÃO

Alemães são metódicos e racionais; franceses são rudes e egoístas. São?  Serão estas características de todos os indivíduos destes países ou características assumidas por um estereótipo? Estereótipo é um conjunto de características pré-concebidas usadas para definir determinado grupo. Geralmente usado erroneamente e de forma depreciativa, os estereótipos, sejam estes características positivas ou negativas, podem ser percebidos e analisados de forma a conhecermos melhor nosso comportamento e o comportamento dos outros povos.

Americanos pensam que os EUA são sempre o maior e o melhor. Franceses pensam ser intelectualmente superiores. Japoneses tem certeza de que são superiores, até mesmo dos franceses. Alemães admitem não serem grandes como os EUA, ágeis como os japoneses ou eloquentes como os franceses, mas para eles, de que adianta isso tudo se não há eficiência, pontualidade, método, consistência e organização, características fortes dos alemães.  E quando pessoas de nacionalidades e perfis culturais diferentes precisam conviver? Será que estas características um tanto chauvinistas estão presentes e influenciam nas relações?

Seja em uma viagem a lazer, de estudos ou no campo dos negócios, todos os encontros com pessoas de outras nacionalidades geram um impacto no indivíduo. A este impacto, damos o nome de choque cultural. O choque pode ser imediato e visual, quando nós brasileiros vemos uma mulher usando uma burka ou um homem de turbante, por exemplo, ou sentido aos poucos, no dia a dia, vivendo em uma casa de família e experimentando uma kidney pie, num jantar inglês, ou ao se negociar um contrato com uma empresa em um país oriental focado em fatia de mercado e não em lucro financeiro imediato.

Precisamos analisar nosso próprio comportamento, descobrir nossas características como povo e como indivíduos para compreendermos a natureza de nossos valores étnicos e nacionais; e desta forma, aprender a analisar e entender o comportamento do outro,  desenvolvendo  nossa sensibilidade intercultural. Isso não significa criar estereótipos e simplesmente vivê-los, e sim, assumir, sem sermos politicamente incorretos, que por trás de todo estereótipo há informações válidas, e que se estas são estudadas, podemos melhorar as relações humanas “cross-culturais”. Criar estereótipos pode ser perigoso, mas usar nossa percepção e generalizar traços nacionais pode até não ser tão válido ao analisarmos um indivíduo, mas se torna uma poderosa ferramenta ao analisarmos um grupo. Um indivíduo brasileiro pode ser até parecido com determinado indivíduo alemão, mas a seleção de futebol brasileira se comporta de maneira totalmente diferente da alemã.

Isto está retratado no vídeo Cliché, do animador francês Cédric Villain, que foi apresentado recentemente no Festival Anima Mundi, no Rio de Janeiro e em São Paulo. O curta de animação aborda com humor clichês do idioma francês e do comportamento do povo, pelo ponto de vista de um estrangeiro. Quantas características percebemos no vídeo que são presentes no comportamento geral do povo francês e que estarão presentes no dia a dia, tanto de um intercambista, um expatriado ou em uma reunião de negócios com uma empresa francesa?

Leandro Giglio – Gestor de Cursos Corporativos

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s